sábado, novembro 11, 2006

Palavra

Rousseau era belo, garboso, por isso, sim não há uma seqüência lógica aqui, dotou a natureza humana de bondade. Quem sorri sempre vê o lingínquo ideal como próximo. Hobbes era feio, ressentido, viveu trancafiado em uma masmorra por mais de década e só pôde olhar gelidamente para a parca humanidade que via em seu espelho. Olhos frios que apalpam a realidade áspera. Há dias em que acordo hobbesiano, com um gosto amargo na boca, achando que as pessoas só falam para magoar e exercer o sadismo. Escavam a alma com gargalhadas diabólicas. Sabe, palavras são armas letais e poucos se dão conta disso. Nem todos estão aptos a usá-las. Nem todos deveriam usá-las.

5 comentários:

Anônimo disse...

Ainda bem que seus dias de Hobbes são efêmeros e que Rosseau sempre prevalece. Afinal, com alguém com o seu nome, não poderia ser diferente. Beleza e bondade não são atributos que você pode reclamar : )

Juliana

Patr�cia disse...

E quem decidiria quem poderia usar as palavras? Hobbes ou Rosseau?

Eros disse...

Obrigado Juliana pelas palavras gentis. Mas Hobbes não é mau e eu não me tornaria mau se fosse hobbesiano na maioria dos dias.

Patricia, Rousseau seria permissivo demais.

Eros disse...

Mas é provável que amanhã ou depois eu lhe dê outra resposta.

Anônimo disse...

"Palavra quando acesa não queima em vão..."

Tb ando terrivelmente hobbesiana - e usando as palavras duramente. Acho que estou cansada.